Blossom Dearie estaria completando 99 anos, pianista e cantora de jazz famosa, atuou com grandes nomes como Miles Davis. O pai era filho de escoceses e irlandeses e a mãe era norueguesa. Atuou com Johnny Mercer, Jack Segal, Johnny Mandel, Duncan Lamont, Bob Dorough, Dave Frishberg, and Jay Berliner.
.Alberto de Castro Simões da Silva, o Bororó, um compositor pouco badalado, mas que Tom Jobim admirava e gostava de cantar. Ele era sobrinho da Marquesa de Santos. Carioca de Botafogo, nasceu em 1897 e faleceu em 1986. Estudou no colégio Santo Inácio, onde recebeu o apelido de Bororó por ter recebido indígenas bororó em sua casa. Foi seu professor quem criou o apelido. Essa apelido causou muitas provocações de colegas e brigas, Bororó teve que mudar de colégio.
Seu grande sucesso foi o samba “Da cor do pecado”, gravado em 1939 por Sílvio Caldas. “Da cor do pecado” foi regravado por Elis Regina, Nara Leão, João Gilberto, Ney Matogrosso, Jacó do Bandolim e Luis Bonfá.
Em 1940, Orlando Silva gravou o choro “Curare”, que se tornou um clássico. Bororó foi padrinho de Orlando Silva na música, conseguiu um contrato na rádio. Assim como o compositor Sinhô foi o padrinho de Mário Reis.
Bororó foi um compositor avançado para sua época, com inovações melodicas, harmônicas e nas letras.
Em 1942, Newton Teixeira gravou o fox “Nós dois a sonhar”, parceria de Bororó com Mello Moraes. Em 1943, Sílvio Caldas gravou o samba-choro “Que é que é?”, um dos sucesso do ano. Em 1952 o samba canção “Sapatinho”, parceria de Bororó com Marino Pinto, gravado por Jorge Goularte e Trio Madrigal na Continental.
Em 1979, o samba “Sublime tortura” foi gravado pela cantora Miúcha com Tom Jobim ao piano. Em 1993, o clássico samba-canção “Da cor do pecado” foi gravado por Fagner no LP “Demais” Em 2010, seu clássico samba “Da cor do pecado”, foi gravado em dueto de violão e acordeom por Dominguinhos e Yamandu.
Essa canção Da Cor do Pecado é considera uma das mais sensuais da música brasileira.
Bororó gostava de frequentar o restaurante Fiorentina no Leme no Rio de Janeiro, um point de artistas como Ary Barroso.
A concessão do Nobel de Literatura a Bob Dylan, a indicação de Gilberto Gil para a ABL, o Prêmio Camões para Chico Buarque expressam o reconhecimento de entidades da área literária no Brasil e no mundo de que música e literatura são inseparáveis. Villa-Lobos musicou poemas de Manuel Bandeira e Catulo da Paixão Cearense. Tom Jobim fez música para poema de Manuel Bandeira, sua música tem influência da leitura de Guimarães Rosa, Mário Palmerio, Olavo Bilac, Fernando Pessoa, e Carlos Drummond de Andrade. Tom fez musica com poema de Cacaso, admirava Bilac e Mário Quintana. Vinícius de Moraes declarou que uma das origens da Bossa Nova pode ter sido seu hábito de declamar poemas com fundo musical com Paulo Mendes Campos e Augusto Frederico Smith. Vinícius gostava de
Luís de Camões, João Cabral, Charles Baudelaire, Arthur Rimbaud, Neruda, Ferreira Gullar, Ezra Pound, e Augusto dos Anjos. A despeito do fato de Chico Buarque ter uma obra literária propriamente dita, a música é o centro da sua vida. Ele cobriu de redondilhas a toada soprada por Antônio Brasileiro e também por ele próprio. Essa união da literatura e da música já havia sido declarada há muito tempo. Finalmente as instituições da literatura no Brasil e no mundo consagraram essa frutífera junção.
Quanta poesia nossa música produziu! Quantas trilhas sonoras engrandeceram a dramaturgia! Tom Jobim obteve seu primeiro reconhecimento internacional com o filme Orfeu Negro que antes foi peça. Chico Buarque também produziu opera, levou seu talento para a dramaturgia.
Grande Circo Místico com músicas de Chico Buarque de Holanda e Edu Lobo.
A Opera do Malandro, a
ideia de escrever uma adaptação para os clássicos Ópera dos Mendigos, de John Gay, e A Ópera dos Três Vinténs, de Bertolt Brecht e Kurt Weill surgiu durante uma conversa de Chico Buarque com o cineasta moçambicano Ruy Guerra.
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