O poeta Ferreira Gullar disse que essa música é encantada, ela é mágica, toda vez que a ouvimos parece que é a primeira vez. Uma obra prima. Um famoso crítico de música dos EUA, L. Feather, disse que é uma das músicas mais belas de todos os tempos. Tom estava fazendo obras no seu sítio na serra e numa época errada, com chuvas, e foi descrevendo o que estava vivendo, todo dia e passou para a canção esse dinamismo quase hipnótico. Devir heraclitiano, fluxo mistico, incessante como das ondas de Ipanema. O ciclo da vida. Um portal do tempo a impermanência de tudo
Águas de Março" não é um cartão-postal para os olhos de quem vem de fora; é o espelho da alma de quem vive o ciclo. Tom Jobim não escreveu um anúncio,mas um mantra de impermanência.
Na visão poética e espiritual,a letra é um fluxo de consciência onde a matéria ("o pau", "a pedra", "o resto do toco") se dissolve no movimento eterno da vida. Não é sobre o Rio de Janeiro das vitrines,mas sobre o Rio que pulsa no barro e na chuva,lembrando que tudo o que acaba ("é o fim do caminho") traz em si o germe do que renasce ("é a promessa de vida no teu coração").
É a música do desapego: as águas levam o peso do verão e lavam a terra para o novo tempo. Mais do que geografia,é cosmologia cantada.
O poeta Ferreira Gullar disse que essa música Águad de março é encantada, ela é mágica, toda vez que a ouvimos parece que é a primeira vez. Uma obra prima. Um famoso crítico de música dos EUA, L. Feather, disse que é uma das músicas mais belas de todos os tempos. Tom estava fazendo obras no seu sítio na serra e numa época errada, com chuvas, e foi descrevendo o que estava vivendo, todo dia e passou para a canção esse dinamismo quase hipnótico. Devir heraclitiano, fluxo mistico, incessante como das ondas de Ipanema. O ciclo da vida. Um portal do tempo a impermanência de tudo
Tom Jobim e sua genialidade deram a fama mundial a Bossa Nova disse Vinícius e acompanhado de grandes músicos como João Gilberto, Baden, Lyra
Na década de 1950, Dizzy Gillespie, Charlie Parker, C Byrd, Herbie Mann, Tony Bennett, Quincy Jones e Stan Getz buscaram novas fontes para enriquecer o jazz. O jazz tem essa capacidade plástica de incorporar a música nacional, mantendo suas raízes.
Foi o caso da música caribenha, latina, africana e da Boa Nova, que foi adaptada ao cool jazz.
Duke, Miles, Peguy Lee, Ella, C Basie e Sinatra adoravam Bossa
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